Por definição, a radiação Ultravioleta, no ar, se situa entre 180 nm e 400 nm. Esta faixa espectral se decompõe da seguinte maneira :
- os UV-C que são compreendidos entre 180 nm
e 280 nm,
- os UV-B que são compreendidos entre 280 nm
e 315 nm,
- os UV-A que são compreendidos entre 315 nm
e 400 nm.
Várias fontes a plasma são capazes de emitir dentro desta faixa espectral tais como as lâmpadas a arco, as lâmpadas ao mercúrio e as lâmpadas flash ao xenônio.
A vantagem destas últimas é sem dúvida o rendimento energia luminosa / energia elétrica, devido a uma baixa radiação infravermelha (somente 5 a 10%).
Como comparação, uma lâmpada ao mercúrio precisa de calor para que este se transforme em vapor e neste caso, a energia perdida em radiação infravermelha é na ordem de 50 a 60%.
Existe uma correlação entre a temperatura do plasma e a repartição da energia nas diversas faixas do espectro. Assim, a luz do dia corresponde à emissão de um corpo preto levado a uma temperatura de 5500°K como o mostra a figura abaixo.

Podemos constatar que nesta temperatura, a emissão abaixo de 400 nm é muito fraca.
A modificação da repartição da energia no espectro para aumentar a geração de UVs necessitará então temperaturas de plasma superiores. Estas últimas serão compreendidas entre 8 000 e 11 000 °K.
Este aumento é « facilmente » obtido mudando alguns parâmetros do gerador tais como a duração do impulso do flash e a amplitude da corrente na lâmpada. Para um modelo de gerador definido, estes parâmetros são ajustáveis eletronicamente, o que facilita a procura dos parâmetros corretos para a aplicação e o alvo a ser tratado.
Alguns de nossos geradores são concebidos para fornecer o máximo da energia deles nas faixas UV-A e visível, e neste caso as aplicações procuradas serão mais aquelas da polimerização.
Outros são previstos para fornecer o máximo da energia deles em torno dos 400 nm com uma forte proporção nos UV e os UVC. Estes últimos serão mais destinados à descontaminação ou a esterilização.